Rio Branco

As origens da cidade de Rio Branco remontam à chegada do seringalista Neutel Maia subindo o Rio Acre com seus trabalhadores para fundar um seringal no território ocupado pelos índios Apurinã. Em 28 de dezembro de 1882, eles ancoraram seu barco nas margens do rio Acre, aos pés de uma grande gameleira. No local foi implantado um seringal à margem direita do Rio Acre com o nome Volta da Empreza (hoje Segundo Distrito).

Próximo à centenária árvore, que se constitui o marco da fundação da cidade, ocorreram dois combates importantes da Revolução Acreana: o primeiro vencido pelos bolivianos e o segundo pelos brasileiros, ambos em 1902. Posteriormente foi instalado outro seringal na margem esquerda do rio, com o nome de Empreza (local onde está situado hoje o Palácio Rio Branco).

Em 1904, o seringal Volta da Empreza passou a ser chamado de Vila Rio Branco, onde foi instalada provisoriamente a sede da prefeitura. Em 1909, o prefeito mudou a sede para o seringal Empreza, que recebeu o nome de Pennápolis homenageando o então presidente Affonso Penna. Em 1912, o município de Rio Branco recebeu seu nome definitivo em homenagem ao Barão do Rio Branco. Até 1920, a cidade de Rio Branco era sede apenas da capital de todo o território, consolidando sua liderança política e econômica sobre toda a região.

Ao longo de sua história, Rio Branco abrigou migrantes de diversas origens: nordestinos, índios, sírio-libaneses, cariocas, portugueses, gaúchos, italianos, amazonenses, espanhóis, etc. Isto contribuiu para que o município se transformasse no maior centro populacional, comercial, cultural, político e industrial do Estado. A maior expressão do peso econômico da capital é a feira de negócios, a Expoacre, realizada anualmente no pavilhão de exposições do município.

Rio Branco conta com um centro histórico, um patrimônio arquitetônico e histórico revitalizado, como o Calçadão da Gameleira, a rua Epaminondas Jácome, o Mercado Velho, o Palácio Rio Branco, o Palácio da Justiça, a Praça da Revolução, entre outros.

Rio Branco possui um grande número de bairros devido a um intenso processo migratório ocorrido nos anos de 1970. Isto fez a cidade concentrar metade da população de todo o Estado.

Ocupa o quinto lugar no Estado em extensão territorial. O município de Rio Branco limita-se ao norte com os municípios de Bujari e Porto Acre; ao sul com os municípios de Xapuri e Capixaba; a leste, com o município de Senador Guiomard e a oeste, com o município de Sena Madureira.

Rio Branco possui 15 projetos de assentamentos, totalizando uma área de 81.352 hectares, sendo 11 projetos de assentamento, três projetos casulo e 1 pólo agroflorestal. Dentre os projetos de assentamento destacam-se: o PA General Moreno Maia com 489 famílias em uma área de 18.300 hectares; o PA Benfica com 425 famílias localiza-se no quilômetro 10 da AC- 001, com uma área de 5.127 hectares. O Projeto Casulo Geraldo Fleming possui uma área de 299,3 hectares, onde assenta aproximadamente 56 famílias.

A Área de Proteção Ambiental do Lago do Amapá foi criada em dezembro de 2005. A APA abriga cerca de 130 famílias que habitam uma área de cinco mil metros quadrados no entorno do Lago do Amapá. O lago é formado por um meandro abandonado do Rio Acre e tem extensão de seis quilômetros. Ele é um dos locais de grande diversidade biológica do município, porém há anos sofre com a pesca predatória. Ali também se encontra o túmulo de Plácido de Castro, o herói da Revolução Acreana, que foi morto em uma emboscada. A criação da APA tem como objetivo proteger a área da degradação ambiental e evitar que o local seja destruído pelo crescimento da cidade.

Área de Proteção Ambiental Irineu Serra - Esta APA, de 908 hectares, abriga a maior comunidade daimista do Estado. Lá existem quatro centros religiosos - o Iluminação, o Rainha da Floresta, o Centro Eclético e a Associação dos Moradores do Irineu Serra. Essas comunidades conservaram a natureza do local, preservando uma área de floresta. A presença de grande diversidade de fauna e flora fez do bairro uma área com características ambientais especiais. A criação da APA visa proteger e apoiar a manutenção do ambiente e da cultura ali presente.

Área de Proteção Ambiental do São Francisco - A APA com 30 mil hectares foi criada no entorno do Igarapé São Francisco. A área vinha sofrendo com a destruição da mata ciliar e com despejo de lixo e esgoto no curso d’água. O igarapé, que percorre mais de 20 quilômetros e passa por 17 bairros da capital, conta com proteção legal e medidas de recuperação que visam garantir a qualidade da água e a redução de enchentes causadas pelo entupimento do leito fluvial por lixo. Apesar da degradação, muitos mamíferos, anfíbios e aves habitam este ambiente que necessita ser protegido para manter sua função ecológica e social.

Reserva Extrativista Chico Mendes - Parte dessa reserva está situada na borda sul do município de Rio Branco. O seu acesso se dá através do rio Acre e seus afluentes da margem esquerda, como o Riozinho do Rola e alguns ramais com acesso pela rodovia Transacreana.

Distância de Brasília - 3.105 km

Área - 8.831 km²

População - 290.639 habitantes

Densidade demográfica - 32,91 hab/km²

{slideÁreas especiais}

Unidade de Conservação

Área de Proteção Ambiental do Lago do Amapá

Área de Proteção Ambiental Irineu Serra

Área de Proteção Ambiental São Francisco (parte)

Reserva Extrativista Chico Mendes (parte)

Projeto de Assentamento

PA Baixa Água

PA Colibri

PA Figueira

PA General Moreno Maia

PA Vista Alegre

PA Benfica (parte)

PA Carão (parte)

PA Itamaraty (parte)

PA Oriente (parte)

PA Baixa Verde (parte)

PAE Remanso (parte)

PCA Casulo Geraldo Fleming

PCA Casulo Geraldo Mesquita

PCA Casulo Hélio Pimenta

PE Pólo Agroflorestal Wilson Pinheiro

 

Fonte: Atlas do Estado do Acre

 


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